Na manhã desta quarta-feira, 26 de agosto, a Colômbia registrou um novo terremoto de magnitude 5,1. O abalo, que ocorreu às 11h45 no horário local, teve seu epicentro localizado no município de Los Santos, no departamento de Santander, conforme informações do Serviço Geológico Colombiano (SGC). O tremor foi registrado a uma profundidade de 149 quilômetros e suas coordenadas foram definidas como 6,82° de latitude e -73,11° de longitude. O SGC atualizou a magnitude, que inicialmente havia sido divulgada de maneira diferente.
A profundidade do tremor ajudou a explicar por que o movimento sísmico pôde ser sentido em várias regiões do país. Relatos indicaram que o sismo foi percebido em cidades como Bogotá, Bucaramanga e Medellín, aumentando a preocupação da população.
A Presidência da Colômbia informou que está em comunicação constante com as autoridades e órgãos responsáveis pela Gestão de Riscos para avaliar os possíveis danos causados pelo novo tremor. O governo pediu que a população mantenha a calma e siga as orientações das autoridades, além de comunicar qualquer ocorrência através dos canais oficiais disponíveis.
Até o momento, não há confirmação de novas mortes ou danos estruturais significativos relacionados a este último abalo. O novo tremor ocorre em meio às consequências do terremoto de magnitude 7,4, que atingiu o país no dia 10 de agosto, resultando em uma tragédia que deixou 329 mortos e 260 desaparecidos. Esse evento sísmico anterior foi considerado o mais devastador da década no país.
O tremor de agosto teve seu epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, e foi sentido em diversas localidades, incluindo Bogotá, Medellín, Quibdó, Manizales, Pereira e Cali, além de áreas de países vizinhos e do norte do Brasil. A Unidade Nacional para Gestão de Riscos e Desastres da Colômbia informou que cerca de 317 mil pessoas foram afetadas, com aproximadamente 4.600 feridos.
Os danos estruturais também foram significativos, com mais de 175 mil moradias danificadas e 31.450 completamente destruídas. O desastre afetou ainda milhares de prédios e estruturas públicas, como escolas, centros comunitários, vias, aeroportos, aquedutos e pontes.