O Ministério da Fazenda determinou a suspensão de 14 sites de apostas esportivas após a identificação de falhas no envio de dados essenciais para a fiscalização. A ação, que envolve seis empresas autorizadas a operar no Brasil, foi adotada pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) como uma medida cautelar.
A decisão implica na interrupção imediata das atividades de apostas nas plataformas, embora os sites permaneçam acessíveis para que os usuários possam realizar o saque de valores mantidos em conta. Além disso, um aviso sobre a suspensão deverá ser exibido nas páginas. A SPA ressaltou: "As medidas cautelares determinam a suspensão imediata da oferta de novas apostas pelas empresas. O acesso dos apostadores às plataformas continua liberado, para que possam sacar os valores já disponíveis em suas contas".
As empresas afetadas incluem Pixbet Soluções Tecnológicas, Zeroumbet Plataforma Digital, Enseada Serviços e Tecnologia, Select Operations, Nexus International e RR Participações e Intermediações de Negócios. Importante destacar que alguns grupos operam várias marcas, visto que cada autorização permite o funcionamento de até três plataformas distintas.
A suspensão foi motivada pelo não cumprimento de exigências regulatórias, principalmente em relação ao envio de informações operacionais e cadastrais ao sistema de monitoramento do governo. Foram identificados casos de falhas técnicas na transmissão de dados à SPA, bem como a falta de documentação necessária.
Esta ação faz parte dos esforços do governo para reforçar a fiscalização do mercado de apostas online, que passou a operar sob normas mais rigorosas após a regulamentação do setor. Nos últimos meses, a Fazenda intensificou o controle sobre as plataformas, implementando medidas que vão desde o bloqueio de sites irregulares até a suspensão de licenças e a exigência de mecanismos de proteção aos usuários.
Apenas as empresas autorizadas têm permissão para operar no país, e o descumprimento das normas pode resultar em sanções, como multas e a suspensão das atividades. A fiscalização ocorre em um cenário de crescimento do setor no Brasil, que movimentou cerca de R$ 37 bilhões em 2025.