O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, usou suas redes sociais na noite de 17 de agosto de 2026 para demonstrar apoio à candidata ao Senado, Marina Silva, da Rede-SP. A ex-ministra foi alvo de hostilidades durante um ato de campanha ao lado do candidato ao governo, Fernando Haddad, do PT, na tarde do mesmo dia.
Em sua publicação, Tarcísio afirmou oferecer "total solidariedade" a Marina e ressaltou que "nas ruas, é fundamental respeitar a liberdade de manifestação de cada cidadão". Ele enfatizou que "não podemos admitir que a divergência se transforme em violência, agressão ou intimidação".
O governador também abordou a necessidade de união para combater a violência contra a mulher, a qual classificou como uma "chaga". Ele destacou a importância de um ambiente respeitoso, onde as divergências possam ser discutidas sem que haja agressões.
O episódio que motivou a declaração de Tarcísio ocorreu durante o primeiro ato oficial de campanha de Haddad, que envolveu uma caminhada com mulheres no centro de São Paulo. Durante o evento, Marina Silva foi hostilizada por um homem ainda não identificado, que proferiu gritos agressivos, insinuando que ela "voltou para o lugar do crime".
Em entrevista, Marina relatou que se afastou do grupo para evitar aglomerações devido a uma lesão na coluna. Ela descreveu a situação, dizendo que um homem se aproximou dela de forma agressiva. "Era um homem com gestual muito agressivo, eles estão fazendo isso o tempo todo com o Haddad e agora fizeram comigo. Eu espero e trabalharei muito para que sejam casos isolados", declarou a candidata.
Kiko Celeguim, coordenador-geral da campanha de Fernando Haddad, também se manifestou sobre o ocorrido. Ele destacou que o ataque sofrido por Marina reflete um aumento da violência contra as mulheres em São Paulo, atribuindo isso a uma atmosfera política que, segundo ele, é fomentada por forças de extrema-direita. Kiko ressaltou a urgência de mudar esse cenário no estado, considerando a situação preocupante para as mulheres.