Os usuários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentam novos desafios nesta quarta-feira (5/8) em razão do segundo dia de greve dos ferroviários. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) decidiu manter a paralisação após não chegar a um acordo nas negociações com o Governo de São Paulo. As linhas mais afetadas são a 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Atualmente, a Linha 11-Coral opera de forma parcial, especificamente entre Luz e Guaianases. A situação é semelhante para a Linha 12-Safira, que funciona parcialmente entre Brás e Itaim Paulista. A Linha 13-Jade, junto com o Expresso Aeroporto, está completamente inativa durante a greve. Por outro lado, as demais linhas da CPTM, como a 10-Turquesa, 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, seguem operando sem interrupções, assim como o Metrô.
Em resposta ao aumento no fluxo de passageiros devido à greve, o Metrô antecipou a abertura de suas estações para as 4h. Além disso, a companhia implementou trens extras e aumentou o número de funcionários nas estações de maior movimento, como Palmeiras-Barra Funda, Brás e Corinthians-Itaquera.
A Prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio municipal de veículos nesta quarta-feira, o que beneficia os automóveis com placas finais 5 e 6. A medida se aplica nos dois períodos de restrição, das 7h às 10h e das 17h às 20h. Para auxiliar os passageiros afetados pela paralisação, o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) está ativado, disponibilizando 128 ônibus.
A greve dos ferroviários, sem acordo com o governo estadual, reflete a insatisfação da categoria e os desafios enfrentados na busca por melhores condições de trabalho. A CPTM, em nota, expressou desculpas pelos transtornos e reafirmou seu compromisso em investigar as causas que impactaram a operação, ressaltando a transparência e a cooperação em suas obrigações contratuais.