Na manhã de segunda-feira (3/8), a Polícia Civil do Rio de Janeiro lançou uma operação visando integrantes do grupo “Ripa”, uma célula do Comando Vermelho (CV) sob o comando de Bruno Silva Souza, conhecido como Tiriça. Ele é considerado um dos homens de confiança de Edgard Alves de Andrade, o Doca, que figura entre os líderes mais procurados da facção. A operação foi realizada na comunidade do Quitungo, localizada na Zona Norte do Rio.
As investigações apontam que esse grupo criminoso está envolvido em diversas atividades ilícitas na região, além de atuar na expansão territorial da facção. Até o momento, uma prisão foi efetuada e um fuzil com a identificação do grupo foi apreendido durante a ação. A operação é conduzida por policiais da 38ª Delegacia de Polícia, com o suporte da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
A operação foi desencadeada a partir de informações coletadas ao longo das investigações, que ajudaram a identificar os indivíduos e os veículos utilizados pelos criminosos. Tiriça, que é considerado foragido, tem sua imagem veiculada no Portal Procurados como um dos principais “puxadores de bondes” do Comando Vermelho, atuando nas áreas de Praça Seca, Campinho e Cascadura como líder em invasões territoriais.
Relatórios da Polícia Civil indicam que ele é um aliado próximo de Edgard Alves de Andrade, o Doca, que é reconhecido como a principal liderança do CV no Complexo da Penha, além de outros bairros nas zonas Norte e Oeste, incluindo Gardênia Azul, César Maia e Juramento. Tiriça também é responsável por gerenciar o tráfico de drogas e pela produção de artefatos explosivos utilizados em confrontos, mantendo sua influência no Complexo da Penha, um dos principais redutos da facção.
Em relação a Tiriça, existem oito mandados de prisão em aberto contra ele. A operação faz parte da Operação Contenção, uma estratégia do Governo do Estado com o intuito de frear o avanço do Comando Vermelho, desmantelando sua estrutura financeira, logística e operacional, além de remover da circulação os criminosos que impõem violência e fortalecem a organização criminosa.
Desde o início da Operação Contenção, mais de 370 criminosos foram capturados, 137 foram neutralizados em confronto, e cerca de 480 armas, entre elas 190 fuzis, foram apreendidas, além de mais de 51 mil munições.