Em Belo Horizonte, motoboys e motogirls que atuam em entregas por aplicativos se reuniram na sexta-feira, 31 de julho, para um protesto em busca de melhores condições de trabalho. A manifestação integra o movimento denominado Breque Nacional, que visa paralisar as atividades de entrega nos dias 1º e 2 de agosto.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a necessidade de reajustes na taxa mínima por quilômetro rodado, a implementação de rotas múltiplas com pagamento integral para cada deslocamento e o estabelecimento de uma taxa de ociosidade, que seria aplicada quando o tempo de espera ultrapassasse 15 minutos. Além disso, os trabalhadores pedem o fim do banimento automático, garantindo o direito à defesa, e a eliminação de punições por recusa de corridas.
Os motoboys e motogirls também solicitam a criação de pontos de apoio com infraestrutura adequada, que possam ser utilizados quando necessário, e a disponibilização de suporte em casos de assaltos, acidentes ou ameaças. Outra demanda é a distribuição anual de kits de proteção, visando aumentar a segurança durante as atividades.
A manifestação teve seu início na Praça da Bandeira e seguiu em direção ao Centro de Belo Horizonte, passando pela avenida Afonso Pena. Durante o ato, algumas vias da cidade ficaram temporariamente interditadas, causando transtornos no trânsito local.
As plataformas de entrega foram contatadas, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta sobre as reivindicações apresentadas. O espaço continua aberto para manifestações.