O Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) emitiu uma nota técnica esclarecendo suposta polêmica envolvendo a rubrica do serviço de jardinagem.
O tema ganhou espaço na mídia nos últimos dias, em uma campanha mal-intencionada para desconstruir o presidente da entidade, Edson Vasconcelos.
De acordo com o manifesto do Sistema Fiep, foi identificado recentemente uma inconsistência de natureza exclusivamente classificatória no Portal da Transparência, “na qual parte dos serviços de facilites foi registrada sob a rubrica de jardinagem”.
Os serviços de facilites, segundo a nota, compreendem um conjunto mais amplo de atividades de apoio à operação das mais de 50 unidades, incluindo limpeza e conservação, apoio operacional, serviços em áreas externas e outras rotinas de infraestrutura necessárias ao funcionamento das instalações.
“A inconsistência refere-se apenas à forma de classificação no portal, sem qualquer alteração de valores, contatos ou escopo dos serviços prestas”, diz o Sistema Fiep. A equipe técnica já iniciou o processo de atualização e reclassificação das informações para refletir de forma precisa a natureza dos serviços, além da revisão em todo o portal.
O comunicado ressalta que os contratos seguem os parâmetros administrativos e históricos da instituição, “não havendo qualquer irregularidade na execução ou nos valores praticados”.
“O Sistema Fiep reafirma seu compromisso permanente com a transparência e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos”, completa a nota técnica.
Sobriedade no debate
A Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento e Similares do Paraná (Feturismo), que saiu em defesa do presidente Edson Vasconcelos e alertou para a campanha difamatória que o mesmo tem sido alvo nos últimos dias, disse que a nota técnica do Sistema Fiep jogou luz sobre a suposta polêmica.
Nesta terça-feira (10), o tema chegou ao Plenário da Assembleia Legislativa, com especulação inclusive da criação de uma Comissão Processante de Inquérito (CPI) para investigar a situação.
“A Feturismo reafirma o apoio a Edson Vasconcelos e a independência da Fiep, frente a estas perseguições. A entidade não tem dinheiro público, mas dos associados e quem fiscaliza é Tribunal de Contas da União (TCU)”, disse o presidente em exercício Gehad Ismail Hajar.
Na avaliação da Feturismo, o que existe é muita desinformação e intenções nada republicanas envolvendo a questão, especialmente num comparativo com o Sistema S, alvo constante de políticos que defendem reduzir seu orçamento. Pelo Sistema S, a contribuição é obrigatória das empresas, uma vez que tem natureza privada com finalidade pública. Neste caso, a fiscalização é responsabilidade do TCU e existe a possibilidade de uma CPI para investigar fatos.
Em relação as federações empresariais, caso da Fiep e da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), o dinheiro vem da contribuição das empresas associadas. Elas tem natureza privada e a instalação de uma CPI seria um caminho mais difícil, possível no entanto se houver interesse público ou recursos públicos envolvidos.
“Não é dinheiro do orçamento público, mas também não é 100% privado, porque a contribuição é obrigatória por lei e arrecadada pelo Estado”, conclui a Feturismo.



